“Alguém que admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão – portanto agnóstico – pode com base nisso não ver motivos para crer em qualquer deus (ateísmo fraco), ou pode, apesar disso, ainda crer em algum deus por fé (fideísmo).”
Por esses dias, incomodei-me o suficiente em ter que dizer ‘sim’ quando me perguntavam se eu era atéia. Não gosto dessa definição, aliás. Rude demais. Apenas a tomei para mim por falta de uma resposta mais precisa. ‘Agnóstica’ foi um termo que simplesmente sumiu da minha mente! E acredito que agora esteja retomando-o.
Deus pode ou não existir, mas não tem a minha devoção.
Fiz batizado, eucaristia e crisma para por fim poder dizer que, caso tivesse tal opção, não veria necessidade em repetir nada disso. Fui submetida a eles sem questionar ou ser questionada, apenas por conveniência, não foi de mau grado.
Não faço parte de nenhuma corrente anti qualquer coisa; não gostaria de ser rotulada como uma atéia. Não estou aqui para fazer alguém desacreditar em qualquer força aparentemente suprema, porque ela certamente existe, mas não tem nenhuma atividade sobre nós.
Cada um tem a sua crença, eu apenas não tenho a minha. Prefiro assumir que não acredito em nada do que ter alguma fé mal articulada e enfraquecida. “Ser ateu ou ter fé é irrelevante. É como você se comporta com sua descrença ou crença que importa.”
Não me acostumo com a ideia de pensar que Deus vai me ajudar se eu tiver fé; isso não me conforta. Não vejo lógica, não vejo sentido, não vejo razão, mas também não vejo motivo para recriminar quem acredita e prová-lo do contrário. Compreensão, estamos aí.
Minha descrença é fruto da incerteza, não da negação.