No que eu acredito

“Um mito é uma narrativa de caráter simbólico (pense bem sobre essa palavra), relacionada a uma dada cultura. O mito procura explicar a realidade, os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de deuses, semi-deuses e heróis.”

Obrigada, Wikipédia.

Para aliviar os incessantes questionamentos sobre a condição humana e tudo que a cerca, criou-se o mito. Mas isso não bastava para outras culturas, que adotavam e adotam sua própria religião e passam a rivalizar qual deus é o melhor.

Porém, mais ridiculamente que qualquer mitologia – por sinal, muito bela -, a religião está aí para nos impor algo que não deve ser contestado, uma verdade que deveria justificar tudo aquilo pelo que procuramos uma resposta, mas sem dar sastifação de lógica alguma, na maioria das vezes.

A vida é complexa e ainda repleta de mistérios misteriosos – permitam-me a redundância – para ser vivida por qualquer pessoa sem uma base, sem um apoio qualquer. E aí entra a religião como um mecanismo criado para quem nela estiver disposto a acreditar e necessita dar um sentido à existência, mesmo que mal fundamentado.

Sim, é reconfortante “saber” que existe um cara para colocar ordem – em algum momento ainda desconhecido – no mundo da forma mais justa que ele achar que seja e deixar toda essa responsabilidade com ele. Como se cada um estivesse vivendo por pura e simples conveniência, porque foi colocado ali para viver daquela forma.

Lembro-me muito bem o quanto perdida fiquei à beira de perder alguém, diria que foi quando mais rezei, mesmo sendo um hábito já há muito tempo distante de mim. Assim fiz porque era a única coisa que eu vi que restava a ser feita, e não por acreditar que realmente fosse mudar alguma coisa. Sinceramente. Ainda não sei se não deu certo porque não acreditei com todas as minhas forças; ou se o tal Deus ao qual eu me dirigia não queria que assim fosse; ou ainda porque nunca adiantaria mesmo.

Assim fiz talvez pelo fato de estar cercada por uma realidade que corre atrás do seu deus, em sua maioria, em momentos de grande súplica. Força do hábito, sabe como é…

Posso até acreditar em Deus, mas não naquele que criou o mundo em sete dias – ou seja lá como, nunca passei dessa parte da Bíblia – e colocou Jesus na Terra para limpar a sujeira da humanidade. Deus, para mim, é um elemento simbólico (realmente pensou sobre o significado desta palavra?) que representa a fé e a crença naquilo que se anseia.

Acho bonito quando encontro alguém tão apegado à sua religião e que coloca tanto de si nela. Lamento desapontar, mas religião não é para mim. Sem querer questionar a integridade de seja lá o que for que você acredite; cada um com seu meio de apoio… Não é comigo simplesmente concordar em aceitar qualquer ideia sem um fundamento mais concreto somente para acabar com minhas dúvidas e incertezas sobre a vida. Antes de acreditar em qualquer tipo de força sobrenatural, creio no ser humano, ainda que perdido em si mesmo, que continua a subestimar a capacidade que tem para descobrir o mundo sozinho.

Como sempre digo e penso: em meio à enorme diversidade de simplesmente tudo, estou aberta a aceitá-la, mas não a concordar com ela.

“Sunday mornin’ wake up early
Skip church service to find true meaning
I know it sounds so disappointing
But I just don’t belong in a place like that”

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Um comentário em “No que eu acredito

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