Um dia sem fins

Estava no meio de um sonho quando foi acordada pelo alarme tocando. Demorou demais no banho, forçando sua mente a relembrar onde o sonho parou. Nunca desejou tanto voltar a dormir e conseguir retomá-lo… Saiu do banho depressa para recuperar o tempo que perdeu devaneando debaixo do chuveiro, sem perceber que não terminara de lavar o cabelo. Aprontou-se rapidamente, tomou metade de um copo de iogurte e saiu de casa. Não conseguiu completar o caminho até o trabalho sem antes parar numa loja; pensava em comprar algo especial para um dia nada especial, mas desistiu da ideia depois de perambular uns poucos cantos da loja. A manhã passou rapidamente, porém monótona. Partiu para o almoço e mais uma vez não terminou algo no seu dia. Distraiu-se pensando, fazendo reflexões aleatórias e desanimadoras sobre si mesma, quando percebeu que deveria voltar para casa e tentar superar essa “fase”. Tinha que começar e terminar alguma coisa, para variar. Sem saber por onde começar, fez um pouco de cada coisa que estava pendente e no fim do dia possuía coisas apenas “menos pendentes”, mas nada concluído. Nem mesmo um choro baixo para “fechar” o dia foi terminado porque foi interrompido por uma ligação. “Oi, como foi seu dia?” “O de sempre.”…

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