Só a saudade fica

Talvez a saudade seja aquele sentimento mais puro e sincero. De repente, tu sente a saudade, a verdadeira expressão do significado que algo ou alguém tem pra ti. Saudade do que costumava fazer parte de uma rotina; saudade de quem partiu por um mês, um ano ou uma vida; saudade do que aconteceu apenas uma vez, mas na exata medida.

Não se pede pra sentir saudade, certamente na indecisão de defini-la como positiva ou negativa.

De repente, tu sente a saudade.

E é bom sentir saudade daqueles momentos que te trouxeram uma sensação tão boa quanto a da própria que é sentida.
Mas é ruim sentir a saudade que, traga a lembrança que for, te faz perceber que é aquela saudade que não dá mais pra ‘matar’, nem ser revivida.

Até porque a saudade não morre. Pode até ser meio esquecida, deixada de lado, é possível que se transforme em um outro sentimento, mas ela não morre. A esperança, por exemplo, dizem que é a última que morre. Já a saudade, nunca me contaram, mas a saudade eu sei que é a última que fica.

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De repente

E eu me decepcionara tão rápido quanto havia me encantado. A primeira vista, ele me parecia ser a oportunidade perfeita. Pensei que estava ali a chance para repousar o meu amor que andava tão inquieto e somente se acalmava depois de muita melancolia.

Apagou-me de sua vida tão bruscamente quanto tinha me colocado nela. ‘Ainda não tenho certeza sobre nós’. Para ele, bastou me dizer isso. Que discurso de meia tigela… Pois saiba que tenho fome e necessito da tigela inteira.
Eu sabia o real motivo, sim. Mas queria ouvir de sua boca. Precisava de algo mais concreto do que a incerteza que havia deixado em mim. Além disso, precisava saber se ele seria corajoso o bastante para me mostrar o quanto me machucaria, já que era algo inevitável.

O que eu não esperava era que eu me reergueria tão repentinamente quanto eu caí. Tentei me desligar de tudo que induzia à lembranças nossas, mas é claro que não daria certo. Cada lugar pelo qual nós tínhamos passado, cada objeto que nós tínhamos trocado, cada palavra que nós tínhamos dito…  A vontade que eu tinha era de jogar tudo pela janela, literalmente ou não.

E eu enfrentei todo esse ‘nós’ tão serenamente quanto eu vivia minha vida apenas como ‘eu’. Criei um novo ‘nós’, que incluia  a mim e à minha própria vida.  Até agora, sobrevivíamos a todos os impecilhos e continuávamos firmes. Talvez, encontremos um outro companheiro para (des)estabilizar tudo novamente , talvez.